Alessandra Strazzi

Alessandra Strazzi

Advogada | OAB/SP 321.795

Advogada por profissão, Previdenciarista por vocação e Blogueira por paixão, Autora dos blogs “Adblogando“ e "Desmistificando". Formada pela Universidade Estadual Paulista / UNESP.

Leia também

advertisement advertisement

Como passei em concurso de escrevente do TJ/SP

 

O relato abaixo foi escrito pela minha amiga e colega de turma na faculdade de Direito, Fernanda Oliveira. Após a formatura, nos afastamos um pouco, apesar de morarmos na mesma cidade. Eu a vi algumas vezes no cursinho enquanto eu estava estudando para o exame da OAB, mas depois mantivemos contato apenas por Facebook.

 

Um belo dia, quando eu já era advogada, fui ao fórum analisar um processo e quem me atendeu no balcão? A Fer! Fiquei super feliz ao vê-la lá, toda radiante, cumprindo exemplarmente sua função de funcionária pública, servindo bem ao público.

 

Conversamos um pouco e, a pedido meu, ela concordou em escrever um artigo para os leitores do Adblogando com o tema “como passei em concurso de escrevente”. É bem emocionante, a Fer escreve super bem! Não deixe de ler!

 

[Leia também: Como passei em concurso público, trabalhando, cuidando de casa, com marido e duas filhas]

Sumário

1) Como passei em concurso de escrevente do TJ/SP – relato de uma concurseira

    1.1) O desafio

    1.2) O esquema de estudo e comparação da prova de 2012 com a deste ano

    1.3) Segunda fase do concurso – prova prática de digitação

    1.4) A caminhada

2) Dica de estudo para concurso público

 

 

Concursos escrevente TJ-SP 2012 2015

 

1) Como passei em concurso de escrevente do TJ/SP

 

“Vendo a notícia sobre a prova do Tribunal de Justiça de São Paulo para o cargo de escrevente, que acontece no próximo dia 26, não pude deixar de pensar que essas duas palavras – concurso público – ao longo do tempo, ganharam diversos significados para mim.

 

Há mais de um ano, quando fui empossada como escrevente técnico do TJ-SP, elas acabaram por significar o alívio de uma pessoa recém-formada em Direito, sem muitos desejos para com a advocacia privada, mas com uma vontade imensa de romper, da forma mais imediata possível, os laços de dependência financeira para com a família, buscando até mesmo por poder ajudá-la com os custos do dia-a-dia.

 

1.1) O desafio

 

Bom, acho que esse alívio é de alguma forma uma das coisas que todos buscam no universo do concurso público. No entanto, acreditar que ele seria possível foi um passo difícil para concretizar essa história. Isto porque não era fácil lidar com a ideia dos mais de 4.000 candidatos e as 20 vagas para a cidade escolhida, ou as 80 questões de uma lista considerável de itens do edital a ser estudado em um curto espaço de tempo, tempo esse, que se fazia para mim de mudanças.

 

Estar recém-formado é um dos ditos momentos únicos de nossas vidas. Salvo se você já tenha muito bem definido o que quer para si ao longo dos estudos e consiga rumar para esse objetivo, como a formiga que trabalha no verão, a provável sensação que você terá ao receber o diploma é a mesma que a cigarra teve com a chegada do inverno. Pelo menos foi o que eu senti, já que ao longo do curso não consegui definir quais seriam exatamente os caminhos a serem tomados. Não consegui deixar de experimentar ao menos algumas das possibilidades que às vezes eram inconciliáveis entre si. Assim, com o fim da faculdade, tinha o mundo todo a abraçar, mas só conseguia tocar o vazio da minha carteira…

 

Falar sobre esse momento é importante porque foi exatamente o desespero de cigarra, em iniciar a nova etapa da jornada, que me fez acreditar ser possível a aprovação a despeito dos milhares de candidatos, das poucas vagas e do edital extenso. Toda vez que a dúvida me sondava, firmava, então, o pensamento no que essa conquista significaria. Dessa forma, acabei por transformar os milhares de concorrentes em apenas um: eu mesma.

 

Nesse contexto, vale citar Gandhi quando diz que “a força não provém da capacidade física, mas sim de uma vontade indomável”… Depois dessa experiência, cada vez mais tenho acreditado que quando fixamos um propósito, e apenas nele nos concentramos, não há qualquer impeditivo material para alcançá-lo. De algum modo, passamos a encontrar tudo o que precisamos para vencer o cansaço físico ou o aperto de não estar com a família e os amigos nos finais de semana; encontramos a paciência e a bondade para com nós mesmos diante de um dia em que os estudos não renderam tanto; encontramos a disciplina de voltar a acreditar e a recomeçar depois de querer mandar tudo para os ares…

 

1.2) O esquema de estudo e comparação da prova de 2012 com a deste ano

 

Escrevente do TJ-SP - esquema de estudo

 

Com o primeiro passo dado, o de acreditar, restou colocar a mão na massa! E, então, não tem mesmo jeito, o negócio foi estudar, com a devida coragem!

 

E para tanto, comecei pelo edital, fazendo uma análise dos conteúdos ali relacionados e verificando a forma de pontuação da prova e os pesos atribuídos a cada uma das matérias. Acho que isso foi importante para determinar a intensidade do estudo de cada uma delas, dando mais eficiência a ele.

 

Para a prova de escrevente de 2012, o conteúdo programático foi divido em três partes, sendo 30 questões de língua portuguesa, 38 sobre direito e 12 sobre conhecimentos gerais (04 de atualidades, 04 de matemática e 04 de informática). Cada um desses três blocos valia de 0 a 10 pontos. Dessa forma, errar uma do bloco de conhecimentos gerais faria mais diferença do que errar uma de português ou de direito, já que a nota final da prova objetiva era calculada pela média aritmética simples das notas de cada um dos blocos. Contudo, as provas de português e direito eram eliminatórias, devendo o candidato, para estar habilitado, alcançar ao menos 05 pontos em cada um desses blocos, e uma média final igual ou superior a 05 também. Assim, o bloco de conhecimentos gerais, apesar de valer mais, era apenas classificatório.

 

Analisando o edital do concurso desse ano com relação ao de 2012, algumas coisas mudaram. Serão também três blocos, valendo de 0 a 10 pontos cada, sendo o de português e o de direito de caráter eliminatório e classificatório, e o de conhecimentos gerais de caráter classificatório apenas, fazendo-se a média nos mesmos moldes para o cálculo da nota final. Entretanto, serão 24 questões de português, 36 de direito e 40 de conhecimentos gerais, ou seja, houve um aumento no número de questões e a inclusão da disciplina de raciocínio lógico no bloco de conhecimentos gerais, a qual não constava no edital de 2012. A prova terá, então, 100 questões ao todo, sendo que as de português terão maior valor, pois é o bloco com menos questões, embora a forma de cálculo da nota final não tenha mudado.

 

Importante também foi analisar as provas anteriores para sacar o jeito com o qual o conteúdo costumava a ser cobrado, sobretudo, porque o concurso do TJ-SP para o cargo de escrevente, já há algum tempo, vem sendo organizado pela mesma banca. Tal foi essencial para perceber que os conteúdos de direito, por exemplo, eram cobrados na perspectiva de “lei seca”, ou seja, as questões eram apenas sobre o texto da lei, sem grandes aprofundamentos quanto ao que diz a doutrina ou a jurisprudência.

 

Com relação às outras matérias, optei por procurar a ajuda de um cursinho especializado. O legal dessa escolha foi o fato de poder contar com a ajuda dos professores na triagem dos assuntos e do tipo de exercício que costumam cair nessa prova.

 

Para quem irá prestar o concurso desse ano, legal seria dar uma boa olhada na prova do concurso de 2014, feito para prover as vagas na capital e nas cidades da grande São Paulo, a fim de sentir as últimas tendências da banca, sobretudo, porque essa prova foi realizada sob os moldes já modificados do edital, sinalizando, talvez, uma mudança no estilo da prova.

 

Estudar primeiramente o edital e fazer essa análise das matérias foi determinante, pois acabou por agilizar o tempo de estudo, que foi distribuído de acordo com o peso de cada um dos blocos, dando também mais segurança, já que a ideia de que vamos esgotar suficientemente todo o edital para a prova me parece ilusória, devendo-se, então, priorizar alguns assuntos em função de outros.

 

1.3) Segunda fase do concurso – prova prática de digitação

 

Prova de digitação de escrevente do TJ-SP

 

O concurso de 2012 contava ainda com uma segunda fase, a prova prática de digitação, de caráter apenas eliminatório. O desafio era digitar, em 11 minutos, um texto com aproximadamente 1.800 caracteres, descontando-se 0,05 ponto a cada erro, considerando-se como tal toda e qualquer divergência com o texto original.

 

Já o concurso de 2015 também contará com uma segunda fase que, entretanto, não terá apenas a prova de digitação nos moldes descritos. Além de digitar, o candidato terá ainda de formatar um texto preestabelecido no tempo de 5 minutos, descontando-se 0,2 ponto da nota final. Assim, a prova de digitação terá a nota máxima de 8 e a de formatação será de 2, devendo-se fazer uma soma com as notas obtidas, após o desconto de eventuais erros, para se chegar ao resultado final.

 

Para a minha segunda fase, diante da habilidade que eu tinha para digitar, o que se resumia ao famoso “catar milho”, ainda que na velocidade 05, não tive dúvidas: fui fazer aulas de digitação! Encontrei uma professora incrível, que já tinha trabalhado com alunos concurseiros e que conduzia a aula tendo por foco a prova e suas especificidades.

 

Fazia treinos diários, digitando textos nos moldes do edital, em um teclado padrão, e cronometrando o tempo. Além disso, enquanto digitava, escutava, com fones e bem alto, um áudio que reproduzia o som da digitação de vários teclados ao mesmo tempo. Inicialmente parecia loucura, mas simular esse ambiente, como sugerido por outros concurseiros mais experientes, evitou sustos no dia da prova. Isto porque os testes foram feitos em grupos e de fato, ao sinal do fiscal de sala, um barulho imenso de teclas batidas invadiu meus ouvidos, formando-se um som nada agradável aos nervos já tão à flor da pele naquele dia.

 

1.4) A caminhada

 

Como passei em concurso de escrevente

 

Ah, o nervosismo… Acho que ele é o grande vilão dessa fase, bem mais do que os 11 minutos ou os 1800 caracteres. Lembro que fiquei bem ansiosa com a prova. O fato de ter feito as aulas e ter treinado diariamente fez toda a diferença para que eu buscasse a calma e enfrentasse o desafio. Na verdade, até a prova se iniciar, houve um momento de espera com os demais candidatos em uma salinha, onde eu, em meio às conversas de alguns e o silêncio de outros, tentava focar em tudo o que tinha passado até ali, como naquela música do Cidade Negra: “você não sabe o quanto eu caminhei para chegar até aqui…”

 

[Leia também: Como passei em concurso público, trabalhando, cuidando de casa, com marido e duas filhas]

 

Mais ou menos isso… ou bem isso! Porque, no fim, buscar a aprovação é mesmo uma caminhada árdua, às vezes solitária, em que se escalam alguns montes e se encontram algumas noites de incerteza, mas acho que nem preciso dizer o quanto ela é gratificante. Digo apenas, e com toda a fé, que ela é possível, basta acreditar sempre que for preciso!”

 

Fernanda Oliveira

 

2) Dica de estudo para concurso público

 

dica de estudo escrevente do TJ-SP

 

Aproveitando a oportunidade, gostaria de convidar quem está prestando concurso público (ou, simplesmente, gostaria de aprender Direito mais rapidamente) a conhecer o material: Pacote para Concurso da Editora AudioJus (link patrocinado).

 

Trata-se de um completo material em áudio torna possível o estudo em qualquer lugar, dobrando o seu tempo de estudos. Ou seja, o seu tempo acaba sendo melhor aproveitado.

 

Veja este vídeo gratuito e aprenda:

  • O pior erro que um concurseiro pode cometer;
  • A lei fundamental para passar em um concurso;
  • As técnicas e ferramentas;
  • O passo a passo dessa ferramenta.

 

Estudar com áudio para concurso público

 

Crédito de imagens: Photl, Pixabay

Pin It on Pinterest

Conteúdo VIP

Conteúdo VIP

Coloque o seu email ao lado para receber gratuitamente as atualizações do blog!

Inscrição feita com sucesso!